REGIÃO: Promotora denuncia PMs por fraude processual
31 de agosto de 2021 413 Visualizações

REGIÃO: Promotora denuncia PMs por fraude processual

Caso teria ocorrido quando eles alteraram a cena de uma troca de tiros com seis homens, que morreram baleados em um imóvel na Estância Alvorada, em outubro de 2019

O Ministério Público de Rio Preto denunciou 11 policiais militares do 9º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar de Rio Preto (Baep), por suspeita de fraude processual. O crime teria ocorrido quando eles alteraram a cena de uma troca de tiros com seis homens, que morreram baleados em um imóvel na Estância Alvorada no dia 12 de outubro de 2019, em Rio Preto. O processo corre em segredo de Justiça.

A denúncia do MP é baseada no inquérito elaborado pelo delegado Wander Solgon, da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic), que apontou em relatório a retirada irregular de seis armas que teria sido usadas pelos homens para trocar tiros com o Baep. A denúncia é assinada pela promotora de Justiça Valéria Andréia Ferreira de Lima.


As armas eram três revólveres calibre 38, duas pistolas automáticas, calibre .40 e 380, e um fuzil M4, que os peritos não encontraram ao lado dos corpos, conforme relatório do delegado. Na versão apresentada pela Polícia Militar, na época dos fatos, os seis homens, que faziam churrasco em uma casa, integravam uma quadrilha que se preparava para horas depois estourar caixas eletrônicos em Rio Preto.

Após receber a denúncia, uma viatura foi até o local. O confronto teria ocorrido depois que um PM foi recebido a bala ao se aproximar do imóvel. A bala teria ficado alojada em seu colete de proteção. Na sequência, os suspeitos foram baleados e morreram no local.

“A obrigação da PM é a prepromservação do local dos fatos. Ao retirar as armas, tirou dos peritos criminais a possibilidade de elaborar um laudo com toda a dinâmica da ocorrência, como a posição em que estavam as armas, qual posição delas em relação à dos corpos, ângulos de disparos, dados importantes para o inquérito”, explica o delegado Solgon.

A investigação sobre possíveis irregularidades no confronto que provocou as mortes dos suspeitos foi arquivada por falta de provas. Além disso, de acordo com o inquérito, nenhum dos vizinhos ao local teria testemunhado a troca de tiros, mas apenas escutado.

Além do i nquérito civil, o relatório da Corregedoria da Policia Militar, assinado pelo capitão Juliano Martins Bastos, aponta indícios de falsi dade ideológica, transgressão militar por ter sido encontrada divergência entre horário da denúncia e chegada das viaturas ao local. Outro ponto é que um dos policiais fez uma pesquisa de antecedentes criminais de uma das pessoas mort as um dia antes do confronto policial, sem que isso fosse justificado em qualquer relatório dos envolvidos.

Procurada, a Polícia Militar não se posicionou a respeito da denúncia do Ministério Público. Todos os denunciados permanecem em serviço no batalhão.

Também em outubro de 2019, quatro suspeitos foram mortos por equipe do Baep de Rio Preto, na Estância Veneza. Nesse caso, quatro policiais foram denunciados pela morte de dois dos suspeitos por homicídio qualificado por motivo torpe, crueldade e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além de fraude processual e porte ilegal de arma.

Entenda o caso
No dia 12 de outubro de 2019, equipe do Baep foi atender denúncia de que uma quadrilha planejava assaltar bancos em Rio Preto

No local, uma casa na Estância Alvorada, os suspeitos teriam atirados nos policiais, acertando um deles no colete à prova de balas

Os seis suspeitos foram mortos e a polícia apreendeu duas pistolas, três revólveres e um fuzil cal.556, com 40 munições

A investigação da Polícia Civil sobre as mortes foi arquivada por falta de provas

No entanto, o inquérito aponta que os policiais militares alteraram a cena do suposto confronto, com a retirada das armas usadas pelos suspeitos

O Ministério Público denunciou 11 policiais por fraude processual e falsidade ideológica

Fonte: Diário da Região
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