BARRETOS: Casa e empresa de presidente da Câmara são alvos da PF na Operação Ross
11 de dezembro de 2018 1414 Visualizações

BARRETOS: Casa e empresa de presidente da Câmara são alvos da PF na Operação Ross

Equipes cumprem mandados de busca e apreensão em propriedades de Leandro Aparecido Silva Anastácio (SD). Três senadores e 3 deputados federais são suspeitos de receber vantagem ilícita.

Equipes da Polícia Federal (PF) cumprem três mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (11), em Barretos (SP). Os alvos são dois endereços da Viação Brastour e a casa do presidente da Câmara Municipal, Leandro Aparecido da Silva Anastácio (SD), que é dono da empresa de transportes.

A reportagem busca contato com vereador para comentar o assunto.

As buscas são feitas no âmbito da Operação Ross, deflagrada com o objetivo de investigar o recebimento de vantagens ilícitas pelos senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Agripino Maia (DEM-RJ), e pelos deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Benito da Gama (PTB-BA) e Cristiane Brasil (PTB-RJ).

Segundo o Ministério Público Federal (MPF) , as buscas miram empresários que emitiram notas fiscais frias para Aécio Neves. Anastácio seria um deles, por meio da Viação Brastour.

De acordo com PF, o senador tucano comprou apoio político do Solidariedade, por R$ 15 milhões, e empresários paulistas ajudaram com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias. Uma das empresas, segundo a PF, é a Viação Brastour, em Barretos.

Propina de R$ 110 milhões
A procura de documentos faz parte de operação baseada em delações de Joesley Batista e Ricardo Saud. Os executivos do grupo J&F relataram repasse de propina de quase R$ 110 milhões ao senador Aécio Neves. Suspeita-se que os valores eram recebidos através da simulação de serviços que não eram efetivamente prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias.

Em nota, o advogado de Aécio, Alberto Zacharias Toron, informou que o “senador sempre esteve à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários que mostrarão a absoluta correção de todos os seus atos”.

A Operação Ross cumpre total de 24 mandados de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Desdobramento
A operação Ross é um desdobramento das informações reveladas em delação premiada por executivos da J&F. Em maio de 2017, o ex-diretor da JBS, Ricardo Saud, afirmou que R$ 15 milhões foram pagos em propina ao Solidariedade, em troca de apoio à candidatura da chapa tucana Aécio Neves-Aloyiso Nunes à eleição presidencial de 2014.

O valor, segundo o delator, foi negociado pelo presidente do partido e deputado federal, Paulinho da Força. Do total, ainda de acordo com o delator, R$ 3 milhões foram destinados ao partido por meio de outra empresa de Barretos, a Nando’s Transportes.

Na época, a assessoria de imprensa do deputado federal informou que o Solidariedade recebeu R$ 11 milhões da JBS para a campanha de políticos do partido, e que não houve irregularidades.

A empresa Nando’s Transportes afirmou que não cometeu nenhum ato irregular.

 

Fonte: G1

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